COMPREENDENDO O JEJUM
PARTE 1
O que é JEJUM?
O jejum é a abstinência total ou parcial de alimentos por um período definido e
propósito específico.
É praticado na atualidade?
Tem sido praticado pela humanidade em praticamente todas as épocas, nações, culturas
e religiões.
Com que
finalidade pode se fazer o Jejum?
Pode ser com finalidade espiritual ou
até mesmo medicinal, visto que o jejum traz tremendos benefícios físicos
com a desintoxicação que produz no corpo.
O que aconteceu com o entendimento
sobre o Jejum Bíblico?
Muitos cristãos hoje desconhecem o que a Bíblia diz acerca do jejum. Ou receberam um ensino distorcido ou não receberam ensinamento algum sobre
este assunto.
Existem
extremos de ensinos sobre Jejum?
Creio que a
Igreja de hoje vive dividida entre dois extremos: aqueles que não
dão valor algum ao jejum
e aqueles que se excedem
em suas ênfases sobre ele. Penso que Deus queira despertar-nos para a compreensão e prática deste princípio que, sem dúvida, é uma arma poderosa
para o cristão.
Existem regras fixas na
Bíblia sobre o Jejum?
Não há regras fixas
Bíblia sobre quando jejuar ou
qual tipo de jejum praticar, isto é algo pessoal. Mas a prática do jejum, além de ser recomendação bíblica, traz consigo alguns princípios que devem ser entendidos e seguidos.
COMPREENDENDO O JEJUM
PARTE 2
A BÍBLIA ORDENA O JEJUM?
·
Não.
·
No Velho Testamento, na lei
de
Moisés, os judeus tinham um
único
dia
de jejum instituído: o
do Dia da Expiação (Lv 23.27), que também
ficou conhecido como “o dia do jejum” (Jr 36.6) e ao qual Paulo se referiu
como “o jejum” (At 27.9).
·
Mas em todo o Velho e Novo
Testamento não
há
uma
única
ordem acerca de jejuarmos.
·
Contudo, apesar de
não haver um
imperativo acerca desta prática, a Bíblia esta cheia de menções
ao jejum.
·
Fala não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram, mas infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta
de faze-lo.
Onde
houve FALHAS assunto sobre o Jejum?
Muitos ensinadores falharam de maneira grave ao dizer que, por não haver nenhuma ordem específica para o
jejum, então não devemos jejuar.
Mas quando consideramos o ensino de Jesus
sobre o jejum, não há como negar
que o Mestre esperava que jejuássemos:
“Quando
jejuardes, não vos
mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o
rosto
com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já
receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuardes, unge a
cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mt 6.16-18).
O que
Jesus esperava ao dizer isto?
·
Embora Jesus não esteja mandando
jejuar, suas palavras revelam
que ele esperava
de nós esta prática.
·
Ele nos instruiu até na motivação correta que se deve ter ao jejuar.
·
E quando disse que o Pai recompensaria a atitude correta do jejum, nos mostrou que tal prática produz resultados!
Mas o que
dizem as epístolas?
·
Algumas pessoas
dizem que se as epístolas não dizem nada sobre jejuar é porque
não é importante, e desprezam o ensino de Jesus sobre o jejum.
·
Isto é errado! Jesus não veio ensinar os judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele veio instituir a
Nova Aliança, e todos os seus ensinos apontavam para as práticas dos cidadãos do reino de Deus.
Que
ordem Jesus deu ao ser assunto ao céu?
·
Quando estava para ser ELEVADO ao céu, deu ordem aos seus apóstolos que ensinassem as pessoas a guardar TUDO o que Ele
tinha ordenado (Mt
28.20),
inclusive o
modo correto de
jejuar!
·
O próprio Jesus praticou o jejum, e lemos em Atos que os líderes da Igreja
também o faziam. Registros históricos dos
pais da igreja também revelam que o jejum continuou sendo observado como prática dos
crentes muito tempo depois dos apóstolos.
·
O Jejum, portanto, deve ser parte de nossas vidas e praticado de forma equilibrada, dentro do
ensino bíblico.
Jesus
jejuou? E seus discípulos?
·
Embora o próprio Senhor
Jesus tenha jejuado por quarenta dias e quarenta noites no
deserto, e muitas vezes ficava sem comer (por falta de tempo ministrando ao povo – Mc 6.31,
quer
por passar as
noites só
orando sem
comer – Mc 6.46),
devemos reconhecer que Ele e seus discípulos não observavam o
jejum
dos judeus de seus dias (exceto o
do dia
da Expiação).
·
Era costume de os fariseus jejuar dois dias por semana (Lc 18.12), mas Jesus e seus discípulos não o faziam. Aliás chegaram a
questionar Jesus acerca disto:
“Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os fariseus frequentemente jejuam e fazem orações;
os teus, entretanto, comem
e bebem. Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com
eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo;
naqueles dias,
sim, jejuarão.” (Lc
5.33-35).
Jesus e o Jejum um pouco mais:
O Mestre mostrou não ser contra o
jejum, e disse que depois que Ele
fosse
“tirado” do convívio direto com os discípulos (voltando ao céu) eles haveriam de jejuar.
Jesus não se referiu ao jejum somente para os dias entre sua
morte e ressurreição/reaparição aos discípulos (ao mencionar os dias que eles estariam sem o noivo), e sim aos dias a partir de
sua
morte.
Contudo, Jesus deixou bem claro que a prática do jejum nos
moldes do
que
havia em seus dias não era o que Deus esperava.
A motivação estava errada, as
pessoas jejuavam para provar sua religiosidade e espiritualidade, e Jesus ensinou a fazê-lo em secreto, sem alarde.
Jejum que não surtem efeito
algum:
O Jejum pode ser uma prática vazia se não for feito de maneira correta. Isto aconteceu nos dias do Velho Testamento, quando o
povo
começou a indagar:
“Por que jejuamos nós, e não
atentas para isto? Por que afligimos
a nossa alma, e tu não o levas em conta?” (Is 58.3a).
E a resposta de Deus foi exatamente a de que estavam jejuando de maneira errada:
“Eis
que,
no dia em que jejuais,
cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça
todo o vosso trabalho.
Eis que jejuais para contendas e para rixas e para ferirdes com
punho iníquo;
jejuando assim
como hoje, não
se fará
ouvir
a vossa voz no alto.” (Is 58.3b,4).
Por outro lado, o versículo está inferindo que se observado de forma correta,
Deus atentaria para isto e a voz deles seria ouvida.
O PROPÓSITO DO JEJUM
·
Gosto de uma afirmação de Kenneth Hagin
acerca do jejum: “O jejum não
muda
a Deus. Ele é o mesmo antes,
durante e depois de seu jejum.
·
Mas, jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus”.
·
O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, ele
está ligado diretamente a
nós, à nossa necessidade de
romper com
as barreiras e limitações da carne.
·
O jejum deixará nosso espírito atento pois mortifica a carne e aflige nossa alma.
·
Jesus deixou-nos um ensino precioso acerca
disto quando falava
sobre o jejum:
“Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do
contrário, o vinho
romperá os odres; e tanto se perde o vinho
como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres
novos.” (Mc 2.22).
·
O odre era um recipiente feito com
pele de animais,
que era devidamente preparada mas, com o passar do tempo envelhecia e ressecava. O vinho, era o suco extraído da uva que fermentava naturalmente dentro do odre. Portanto, quando se fazia o vinho novo, era sábio colocá-lo num recipiente de pele (o odre) que não
arrebentasse na
hora em que o vinho começasse a fermentar, e o melhor recipiente era o
odre
novo.
·
Com essa ilustração Jesus estava ensinado-nos que o vinho novo que Ele traria (o Espírito Santo) deveria ser
colocado em odres novos, e o odre (ou recipiente do vinho) é nosso corpo. A
Bíblia está dizendo com isto que o
jejum
tem o poder de “renovar”
nosso corpo. A
Escritura ensina que a
carne
milita contra o espírito, e a melhor maneira de receber o vinho,
o Espírito, é dentro de um processo de mortificação da carne.
·
Creio que o
propósito
primário do jejum é mortificar a
carne, o
que nos
fará
mais suscetíveis ao
Espírito Santo. Há outros benefícios que decorrerão disto, mas
esta é a essência do
jejum.
·
Alguns acham que o jejum é uma “varinha de condão” que resolve as coisas por si mesmo, mas não podemos ter o
enfoque errado.
·
Quando jejuamos, não devemos crer NO JEJUM, e sim em Deus. A resposta às orações flui melhor quando jejuamos porque através desta
prática estamos liberando nosso espírito na
disputada batalha contra a carne, e por isso algumas coisas acontecem.
Por exemplo, a
fé é do espírito e não da carne; portanto, ao jejuar estamos removendo o
entulho da carne e liberando nossa fé para se expressar. Quando Jesus disse aos discípulos que não
puderam expulsar um demônio por
falta de jejum (Mt 17.21),
ele
não limitou o
problema somente a isto mas
falou sobre a
falta
de fé (Mt 17.19,20) como umfator decisivo
no fracasso daquela
tentativa de libertação.
O Jejum
ajuda a liberar a
fé! O que nos dá vitória sobre o
inimigo é o que Cristo fez na cruz e a
autoridade de seu nome. O
jejum
em si não me faz vencer, mas libera a fé para o combate e nos
fortalece,
fazendo-nos mais conscientes da autoridade que nos
foi delegada.
Mas apesar do propósito central do jejum ser a mortificação da carne, vemos vários exemplos bíblicos
de outros motivos para tal prática:
a) No Velho Testamento encontramos diferentes propósitos para o jejum:
Consagração – O voto do nazireado envolvia a
abstinência/jejum de determinados tipos de alimentos (Nm 6.3,4);
Arrependimento de pecados – Samuel e o
povo jejuando
em Mispa,
como sinal
de arrependimento de seus pecados
(1 Sm 7.6, Ne 9.11);
Luto – Davi jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas, e depois pela morte de Abner. (2
Sm 1.12 e 3.35);
Aflições
– Davi jejua em favor da criança que nascera de Bate-Seba, que estava doente, à morte (2 Sm 12.16-23); Josafá apregoou um jejum em todo Judá quando estava sob o risco de ser vencido pelos moabitas e amonitas (2 Cr 20.3);
Buscando
Proteção – Esdras proclamou jejum junto ao
rio Ava, pedindo a
proteção e benção de
Deus
sobre sua
viagem (Ed 8.21-23); Ester pede que seu povo jejue por ela, para proteção
no seu encontro com o rei (Et 4.16);
Em situações de enfermidade –
Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos(Sl 35.13);
Intercessão – Daniel orando por Jerusalém e seu povo
(Dn 9.3, 10.2,3)
b)Nos Evangelhos
Preparação para a Batalha Espiritual – Jesus mencionou
que determinadas castas só sairão por meio de oração e jejum,
que trazem um maior revestimento de autoridade (Mt17.21);
Estar com o Senhor –
Ana não saía
do
templo, orando e jejuando frequentemente (Lc 2.37);
Preparar-se para o Ministério – Jesus só começou seu ministério depois de ter sido cheio do Espírito Santo e se preparado em jejum (prolongado) no deserto (Lc 4.1,2);
c) Em Atos dos Apóstolos vemos a
Igreja praticando o jejum em diversas situações, tais como:
Ministrar ao Senhor –
Os líderes da igreja em Antioquia jejuando apenas para adorar
ao Senhor (At 13.2);
Enviar ministérios –
Na
hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados(At.13:3);
Estabelecer presbíteros – Além de impor as mãos com jejum sobre os enviados, o faziam também sobre os que recebiam autoridade de governo
na igreja local, o que revela que o jejum era um princípio praticado nas ordenações de ministros (At 14.23).
d) Nas Epístolas só encontramos menções
de Paulo de ter jejuado (2 Co 6.3-5; 11.23-27).
DIFERENTES FORMAS DE JEJUM
a) Jejum PARCIAL. Normalmente o jejum parcial é praticado em períodos maiores ou quando a pessoa não tem condições de se abster
totalmente do alimento (por causa do trabalho, por exemplo). Lemos sobre esta forma
de jejum no livro de Daniel:
“Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas.
Manjar desejável não
comi, nem carne, nem vinho
entraram em minha boca, nem
me ungi com óleo algum,
até que se passaram as
três
semanas.” (Dn 10.2,3).
O profeta Daniel diz exatamente o quê ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar desejável. Provavelmente se restringiu à uma dieta de frutas
e legumes, não sabemos ao certo. O fato é que se
absteve de alimentos, porém não
totalmente. E embora tenha escolhido o que aparentemente seja a forma menos
rigorosa de jejuar, dedicou-se à ela por três semanas.
Em outras situações Daniel parece
ter feito um jejum normal (Dn 9.3), o que mostra
que praticava mais de uma forma de jejum.
Ao fim deste período,
um anjo do Senhor veio a ele e lhe trouxe uma revelação tremenda. Declarou-lhe que desde
o primeiro dia
de oração o profeta já
fora
ouvido (v.12), mas que uma batalha estava sendo travada no reino espiritual (v.13) o que ocorreria ainda no regresso daquele anjo (v.20). Aqui aprendemos
também
sobre
o
poder que o jejum tem nos momentos de guerra espiritual.
b) Jejum NORMAL. É a abstinência de alimentos mas com ingestão de água. Foi a forma que nosso Senhor adotou
ao jejuar no deserto. Cresci ouvindo sobre a necessidade de se jejuar bebendo água; meu
pai dizia que no relato do evangelho não há menção de Cristo ter ficado sem beber ou ter tido sede (e ele estava num deserto!):
“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante
quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo.
Nada
comeu naqueles dias,ao fim dos
quais
teve fome.” (Mt 4.2).
Denominamos
esta
forma de jejum como normal, pois entendemos ser esta a prática mais propícia nos jejuns regulares (como o
de um dia).
c) Jejum TOTAL. É abstinência de tudo, inclusive de água. Na
Bíblia encontramos poucas menções de
ter alguém jejuado sem água, e isto dentro de um
limite: no máximo três dias.
A água não
é alimento, e nosso corpo depende dela a fim de que os rins funcionem normalmente e que as
toxinas não se acumulem
no organismo. Há dois exemplos bíblicos deste tipo de jejum,
um no Velho outro no
Novo Testamento:
1) Ester, num momento de crise em que os
judeus (como povo) estavam condenados à morte por um decreto do
rei, pede a seu tio Mardoqueu que jejuem por ela: “Vai, ajunta a todos os
judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por
três dias,
nem de
noite nem de dia;
eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a
lei; se perecer, pereci.” (Et 4.16).
2) Paulo, na
sua
conversão também
usou esta forma de jejum, devido ao impacto da revelação que recebera: “Esteve três dias sem ver, durante os
quais nada comeu, nem bebeu.” (At 9.9).
Não há qualquer outra menção de um
jejum total maior do que estes (a não ser o de Moisés e Elias numa condição diferente que explicaremos adiante). A medicina adverte contra um
período de mais de três dias
sem água, como sendo nocivo.
Devemos cuidar do corpo ao jejuar e não agredi-lo; lembre-se de que estará lutando contra sua carne (natureza e impulsos) e não
contra o seu corpo.
A DURAÇÃO DO JEJUM
Quanto tempo deve
durar um jejum? A
Bíblia não
determina regras deste gênero,
portanto
cada um é livre
para escolher quando, como
e quanto jejua. Vemos vários
exemplos de jejuns de
duração diferente nas Escrituras:
·
1 dia – O jejum do Dia da Expiação
·
3 dias – O jejum de Ester (Et 4.16) e o de Paulo
At 9.9);
·
7 dias – Jejum por luto pela morte de Saul
I Sm.31.13);
·
14 dias – Jejum involuntário de Paulo e os que com ele estavam no navio
At 27.33);
·
21 dias – O jejum de Daniel em favor de Jerusalém
Dn 10.3);
·
40 dias – O jejum do Senhor Jesus no
deserto
Lc 4.1,2);
OBSERVAÇÃO:
A Bíblia fala de Moisés (Ex 34.28) e Elias (1 Re 19.8) jejuando períodos de quarenta dias.
Porém vale ressaltar que estavam em condições especiais, sob
o sobrenatural de
Deus.
Moisés nem sequer bebeu água nestes
40 dias, o que humanamente é impossível. Mas ele
foi envolvido pela glória divina. O mesmo se deu com Elias, que caminhou 40 dias na força do alimento que o anjo lhe
trouxe. Isto é um jejum diferente que começou com um belo “depósito”, uma comida celestial. Jesus, porém, fez um jejum normal com esta duração.
Muitas pessoas erram
ao fazer votos ligados à duração do jejum… Não aconselho ninguém fazer um voto de quanto tempo vai jejuar, pois isso
te
deixará “preso” no caso de algo
fugir
ao seu controle. Siga o conselho bíblico:
“Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não
se agrada de
tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor
é que não votes do
que
votes e não cumpras”. (Ec 5.4,5).
É importante que haja uma intenção e um alvo quanto à duração do jejum no coração, mas não transforme isto em voto. Já intentei jejuns prolongados e no meio do caminho fui forçado a interromper. Mas
também já comecei jejuns sem a
intenção de prolongá-lo e, no entanto, isto
acabou acontecendo mesmo
sem ter feito os planos para isto.
O JEJUM PROLONGADO
Há algo
especial num
jejum
prolongado, mas
deve ser feito sob
a direção de Deus (as Escrituras mostram que Jesus foi guiado pelo Espírito ao seu jejum no deserto –
Lc 4.1).
Vale ressaltar também que certos cuidados devem ser tomados.
Não podemos brincar com o
nosso
corpo.
Uma dieta para desintoxicação do
organismo antes do
jejum é recomendada, e também na quebra do jejum prolongado (mais
de 3
dias).
Procure orientação e acompanhamento médico se o Senhor lhe dirigir a um jejum deste gênero.
Há muita instrução na forma de literatura que também
pode ser adquirida.
PODEMOS FALAR QUE ESTAMOS JEJUANDO ?
Algumas pessoas são extremistas quanto a
discrição do
jejum, enquanto outras, à semelhança dos fariseus, tocam trombeta diante de si.
Em Mateus 6.16-18, Jesus condena o
exibicionismo dos fariseus querendo
parecer contristados aos homens para atestar sua
espiritualidade.
Ele não proibiu de se comentar sobre
o jejum, senão a própria Bíblia estaria violando
isto ao contar o jejum que Jesus
fez…
Como
souberam que Cristo (que estava sozinho no deserto) fez um jejum de quarenta dias? Certamente porque Ele
contou!Não saiu
alardeando perante todo mundo,
mas discretamente repartiu sua experiência com os seus discípulos
que o jejum funcionava.
CONCLUÍNDO
Haverá períodos
em que o
Espírito Santo vai nos
atrair mais para o
jejum, e épocas em que quase não
sentiremos a necessidade de faze-lo.
Já passei anos sem receber
nenhum impulso especial para jejuns de mais de três dias
e, mesmos estes, foram poucos.
E houve épocas em
que,
seguidamente sentia a necessidade de faze-lo.
Porém, penso
que o jejum normal de um dia de duração é algo
que os cristãos deveriam praticar mais, mesmo sem sentir nenhuma “urgência” espiritual para isto.